Death metal é o extremo do metal extremo: guitarras pesadíssimas, vocais guturais e uma densidade compositiva que não dá trégua. Se você quer entender como o metal ficou realmente pesado, precisa conhecer essa história.
ENCASED IN ICE - EP (RE-ISSUE 2021/BLACK ICE VINYL/POSTER)
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Sobre o estilo Death Metal
A coisa começou no meio dos anos 1980. Em 1984 saíram alguns EPs importantes que plantaram as sementes: Haunting the Chapel do Slayer, Morbid Tales do Celtic Frost, e demos de bandas como Possessed e Necrophagia. Mas o primeiro álbum full-length que realmente marcou território foi Seven Churches em 1985. Daí em diante, o gênero não parou mais.
No final da década de 1980, o death metal já tinha desenvolvido sotaques regionais bem definidos. A Califórnia criava um som próprio com Sadus, Terrorizer e Autopsy. A Flórida tinha outra coisa, com Obituary, Morbid Angel e Death. A Suécia desenvolveu um timbre unificado com Merciless, Grotesque e Carnage. Brasil, Reino Unido e Europa continental também entraram no movimento com suas próprias bandas, criando um fenômeno realmente global.
O começo dos anos 1990 foi explosivo. De lá saíram desdobramentos que marcaram gerações: o death metal técnico com Gorguts e Suffocation em 1991, e o melodic death metal que decolou de verdade em 1993 com Amorphis, Eucharist e Carcass. Essas vertentes dominaram a cena até meados dos 2000. Depois veio um período mais seco, mas por volta de 2006 e 2008 uma terceira onda começou a tomar forma com bandas como Repugnant, Acid Witch e Dead Congregation, restaurando o respeito pelo death metal puro.