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Garimpa

Dub

82 discos de vinil encontrados

Dub é a arte de transformar uma gravação em algo completamente novo, removendo vocais e ressaltando bateria e baixo com efeitos de eco e reverb. Nascido do reggae jamaicano no final dos anos 1960, se consolidou como gênero próprio na década de 1970 quando produtores descobriram que a mesa de mixagem podia ser um instrumento de criação.

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Sobre o estilo Dub

Tudo começou quase por acaso em 1968, quando o operador de sound system Ruddy Redwood foi ao estúdio Treasure Isle em Kingston e o engenheiro Byron Smith deixou a voz de fora acidentalmente. Em vez de descartar, Redwood manteve o resultado e levou para sua próxima festa, onde seu deejay Wassy improvisava sobre o ritmo. Errol Thompson consolidou a ideia em 1970 com The Undertaker, álbum de instrumentais que creditava efeitos sonoros como se fossem um instrumento.

Os pioneiros King Tubby e Lee Perry transformaram a mesa de mixagem em ferramenta criativa, atuando como artistas ao invés de técnicos. A ideia fazia sentido econômico: um produtor aproveitava uma gravação já paga para criar múltiplas versões de uma única sessão. King Tubby trabalhou removendo e realocando elementos, enquanto Perry explorava efeitos processados para criar novos sons. Em 1973, Lee Perry lançou Blackboard Jungle Dub, marcos do gênero que consolidava dub como categoria distinta.

O som que conhecemos hoje é feito de camadas: baixo profundo, bateria destacada, vocais que aparecem e desaparecem, ecos e reverbs abundantes, às vezes até efeitos como trovão ou pássaros cantando. B-sides de singles de 45 rpm viraram playground para experimentação, espaço onde o DJ ou selector colocava um toaster improvisando rimas sobre o ritmo. Dub provou que existia mercado para música instrumental, abrindo caminho para gêneros eletrônicos e ritmados que vieram depois.