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Garimpa

Eurodance

7 discos de vinil encontrados

Eurodance é o gênero que dominou as pistas europeias dos anos 90 com sintetizadores pesados, vocais femininos marcantes e raps masculinos intercalados, tudo pensado para o ambiente de clube. Para quem coleciona vinil, é um universo de compactos e álbuns produzidos em série por toda a Europa, com edições que variam muito de país para país e que hoje movimentam colecionadores do mundo inteiro.

Discos de Eurodance em vinil

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Sobre o estilo Eurodance

O eurodance surgiu no final dos anos 80 a partir de uma mistura de disco, hi-nrg e house, produzido inteiramente em estúdio com sintetizadores e baterias eletrônicas. A fórmula central era direta: vocal feminino melódico no refrão, rap masculino nas estrofes, linha de baixo forte e ganchos que grudavam na cabeça. A simplicidade era proposital, já que a música precisava funcionar em pistas com públicos de diferentes idiomas. Nomes como 2 Unlimited, Culture Beat, La Bouche, Haddaway, Real McCoy e DJ Bobo ajudaram a definir esse som durante a primeira metade dos anos 90.

Com o tempo, o gênero se ramificou em subcategorias bem distintas. O eurodance clássico dos anos 90 tinha produção mais densa e andamento um pouco mais contido. O bubblegum dance, de origem dinamarquesa, trouxe letras bem-humoradas e temáticas de brinquedos e desenhos animados, com o Aqua sendo o exemplo mais conhecido. Já o eurotrance abriu a estrutura, diluindo a relação verso-refrão em favor de sínteses atmosféricas e percussão intensa. Vale lembrar que a maioria dos artistas do gênero focava em singles, então álbuns completos eram menos comuns e têm peso especial para colecionadores. Compilações como a série DMA Dance: Eurodance, lançada entre 1995 e 1997 pela Interhit Records, também cumpriram papel importante para sistematizar o gênero e levá-lo ao mercado norte-americano.

O eurodance nunca desapareceu completamente, tendo influenciado uma segunda geração de artistas como Cascada, Eiffel 65, Groove Coverage e até produções de Madonna e Rihanna nos anos 2000 e 2010. Para quem garimpа vinil, o interesse está justamente nessa produção ampla e geograficamente dispersa: prensagens alemãs, holandesas, escandinavas e britânicas de um mesmo título costumam ter diferenças de capa, matriz e qualidade de prensagem que fazem toda a diferença na hora de montar uma coleção.