Forro
17 discos de vinil encontrados
Forró é um dos ritmos mais enraizados na cultura brasileira, nascido no Nordeste e carregado pela sanfona, zabumba e triângulo. Para quem coleciona vinil, o gênero oferece um catálogo rico que vai dos 78 rotações de Luiz Gonzaga até os relançamentos modernos em LP. É música que pede toca-discos.
Discos de Forro em vinil
- Luiz Gonzaga
LP Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1976) Coleção Nova História da Música Popular Brasileira
R$ 43,00
Guias de Vinil
Sobre o estilo Forro
O forró reúne ao mesmo tempo uma dança, um conjunto de ritmos e toda uma tradição cultural do Nordeste brasileiro. Seus três pilares rítmicos são o xote, de andamento mais lento, o baião, considerado o forró original, e o arrasta-pé, o mais acelerado dos três. A formação instrumental clássica não precisa de mais do que três peças: sanfona, zabumba e triângulo. Essa economia de meios é também o que faz o gênero soar tão coeso em disco, independente da época da gravação.
A origem da palavra é disputada. A teoria mais aceita entre folcloristas, defendida por Câmara Cascudo, deriva forró de forrobodó, expressão que significa grande festa ou bagunça animada. Há também quem aponte uma origem inglesa ligada à expressão for all, usada por engenheiros britânicos da Great Western Railway of Brazil que organizavam bailes perto de Recife no início do século XX. Uma terceira versão associa o nome ao número da locomotiva usada por esses mesmos engenheiros, o quarenta, pronunciado four-oh e supostamente abrasileirado com o tempo. Nenhuma das três é definitiva, o que já diz bastante sobre o quanto o gênero se misturou à vida cotidiana antes de virar categoria musical.
Luiz Gonzaga é a figura central do forró no vinil. Foi ele quem levou o baião do Nordeste para o Sudeste, refinando o ritmo e tornando-o acessível a um público urbano sem arranhar sua identidade regional. Jackson do Pandeiro divide com Gonzaga o posto de compositor mais representativo do gênero. Nomes como Dominguinhos, Sivuca, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Trio Nordestino e João do Vale também deixaram registros fundamentais em disco. As letras costumam girar em torno de amor, ciúme e saudade, muitas vezes com a paisagem do sertão como pano de fundo, como em Asa Branca, canção anônima que Gonzaga tornou referência nacional e que fala da espera pela chuva para poder voltar para casa.





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