Vocal jazz coloca a voz humana no centro da cena, com a banda de jazz servindo para realçar a história contada pelo cantor. É um estilo nascido nos EUA no começo do século 20, onde a intimidade e a paixão da interpretação importam mais que experimentalismos estruturais.
As raízes do vocal jazz vêm dos Blues e Standards dos últimos anos de 1910 e dos anos 1920, com nomes como Ma Rainey, Bessie Smith e Marion Harris abrindo caminho. Louis Armstrong marcou época em meados dos anos 1920 ao popularizar as vocalizações de scat, mostrando a voz como um instrumento artístico legítimo dentro do jazz.
O auge veio com a onda de Big Band e Swing dos anos 1930 e 1940. Maestros como Duke Ellington, Benny Goodman e Tommy Dorsey buscavam contratar cantores para suas orquestras, enquanto Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra e Sarah Vaughan definiram uma era que chegou aos anos 1950 como a idade de ouro do vocal jazz. A forma como esses artistas trabalhavam a dicção, a entonação e a expressividade geral ao entregar as letras influencia até hoje como se canta em qualquer gênero.
O estilo nunca desapareceu. Nos anos 1970 e 1980, The Manhattan Transfer e Bobby McFerrin encontraram sucesso enquanto veteranos como Nina Simone, Helen Merrill, Maxine Sullivan e Abbey Lincoln continuavam gravando e se apresentando. A partir dos anos 1990, cantores solo como Dianne Reeves, Norah Jones e Jamie Cullum mantiveram a chama acesa, sempre buscando resgatar a influência daqueles grandes vocais do passado.