Os melhores discos do Iron Maiden
Steve Harris formou o Iron Maiden no leste de Londres em 1975 e é o único integrante presente em todos os discos até hoje. A banda surgiu dentro da NWOBHM, a nova onda do heavy metal britânico que também deu Def Leppard e Saxon, com um som mais rápido e técnico que o hard rock da década anterior.
Bruce Dickinson entrou como vocalista em 1981, a tempo do terceiro álbum, e saiu em 1993 para carreira solo. Voltou em 1999 junto com o guitarrista Adrian Smith, formando a linha de seis integrantes que a banda mantém até hoje. Entre a saída e o retorno de Dickinson, dois discos foram gravados com o vocalista Blaze Bayley, um período que a própria banda trata como capítulo à parte.
Este ranking usa a nota do MusicBrainz, ponderada pelo número de avaliações, combinada com o número de ouvintes no Last.fm. Abaixo de cada disco, um vídeo oficial de uma faixa representativa.
- #1
The Number of the Beast (1982)

Bruce Dickinson estreou nos vocais neste disco, depois de Di'Anno ser dispensado por questões de comportamento e estilo de vida. A faixa-título gerou fogueiras de discos nos Estados Unidos, acusada de satanismo por grupos religiosos que claramente não leram a letra até o fim (é sobre um pesadelo, não sobre culto a nada). "Run to the Hills" virou hino, e o disco colocou o Iron Maiden entre os grandes nomes do metal mundial.
- #2
Powerslave (1984)

Tema egípcio, uma das turnês mais longas da história do rock (mais de treze meses, o World Slavery Tour) e "2 Minutes to Midnight", sobre a indústria bélica lucrando com guerra. O esgotamento da turnê é audível no próprio disco seguinte de estúdio, que levaria mais tempo que o normal para sair. Deu origem ao álbum ao vivo Live After Death, um dos mais respeitados do gênero.
- #3
Piece Of Mind (1983)

Primeiro álbum com o baterista Nicko McBrain, que segue na banda mais de quarenta anos depois. "The Trooper" foi inspirada na Carga da Brigada Ligeira, a batalha da Guerra da Crimeia imortalizada no poema de Tennyson, e o clipe mostra Dickinson vestido de soldado britânico com uma bandeira em cada apresentação ao vivo desde então. A capa traz Eddie de camisa de força num hospício.
- #4
Iron Maiden (1980)

O primeiro disco, gravado com o vocalista Paul Di'Anno, tem mais punk que os discos que vieram depois. Steve Harris já compunha em assinaturas de tempo estranhas para o padrão do heavy metal de 1980, mas o disco ainda soa cru, quase de garagem. A capa trouxe Eddie pela primeira vez, o mascote zumbi que ilustraria praticamente toda a discografia seguinte, pintado por Derek Riggs.
- #5
Somewhere In Time (1986)

Primeiro disco do Iron Maiden com sintetizadores de guitarra, tecnologia nova na época que deixou parte da base de fãs desconfiada. A capa, inspirada em Blade Runner, é uma das mais detalhadas da carreira, cheia de referências escondidas aos discos anteriores. "Wasted Years", escrita por Adrian Smith sobre a saudade de casa em turnê, é a faixa mais tocada do álbum até hoje.
- #6
Killers (1981)

Último disco com Di'Anno nos vocais e primeiro com Adrian Smith na guitarra, que substituiu Dennis Stratton logo depois da estreia. O produtor Martin Birch, vindo do Deep Purple e do Rainbow, deu ao Iron Maiden um som mais definido pela primeira vez. "Ides of March" é quase toda instrumental, um formato raro para uma banda ainda tentando se firmar comercialmente.
- #7
Dance Of Death (2003)

Deu sequência ao impulso de Brave New World, com "Paschendale" revivendo a Primeira Guerra Mundial em quase nove minutos de mudanças de andamento. A capa, toda em computação gráfica com erros visuais visíveis no fundo, é frequentemente citada em listas das piores artes de disco do metal. "Wildest Dreams" é o lado mais direto e acessível do disco.
- #8
Brave New World (2000)

Bruce Dickinson e Adrian Smith voltaram para este disco, formando pela primeira vez a formação de seis integrantes e três guitarristas que o Iron Maiden mantém até hoje. Foi tratado, com razão, como o grande retorno da banda depois da fase Blaze Bayley. "The Wicker Man" abriu a era com uma das faixas mais tocadas ao vivo desde então.
515.616 ouvintes no Last.fmVer preço em vinil → - #9
The Book of Souls (2015)
Primeiro disco duplo do Iron Maiden, gravado enquanto Bruce Dickinson enfrentava, sem que a banda soubesse ainda a gravidade, os primeiros sintomas do câncer de língua que seria diagnosticado assim que as gravações terminaram. Ele decidiu terminar todos os vocais antes de procurar um médico. "Empire of the Clouds", com dezoito minutos, é a faixa mais longa da carreira da banda.
4.00 MusicBrainz (12 votos)Ainda não temos esse disco em vinil no catálogo - #10
A Matter Of Life And Death (2006)

Disco conceitual sobre guerra, tocado quase inteiro ao vivo na turnê seguinte, uma aposta arriscada para uma banda com décadas de clássicos que o público esperava ouvir. "Different World" foi o single de apresentação, mais direto que o resto do álbum, que investe em faixas longas e letras políticas.
- #11
The Final Frontier (2010)
- #12
Senjutsu (2021)
- #13
No Prayer for the Dying (1990)

Gravado numa fazenda transformada em estúdio, com produção deliberadamente mais crua depois dos excessos sonoros do disco anterior. Janick Gers substituiu Adrian Smith na guitarra. "Bring Your Daughter... to the Slaughter" tinha sido escrita para a trilha de Pesadelo em Elm Street 5 e virou o único single do Iron Maiden a chegar ao número 1 no Reino Unido.
- #14
The X Factor (1995)

Primeiro disco sem Bruce Dickinson, com o vocalista Blaze Bayley assumindo os vocais e um tom mais sombrio, influenciado pelo divórcio de Steve Harris na época. Foi recebido com desconfiança pela crítica e pelos fãs acostumados à voz de Dickinson. "Man on the Edge" foi inspirada no filme Um Dia de Fúria, com Michael Douglas.
- #15
Virtual Xi (1998)

Segundo e último disco com Blaze Bayley, lançado durante a Copa do Mundo de 1998 com capa e turnê temáticas de futebol. É geralmente citado como o ponto mais baixo da discografia, e Bayley deixaria a banda logo depois, por dificuldades vocais em manter o repertório ao vivo. "Futureal" é a faixa mais rápida do disco.

