Os melhores discos do Megadeth
Dave Mustaine formou o Megadeth em 1983, logo depois de ser expulso do Metallica por briga e abuso de álcool, episódio que carregou nas letras e nas entrevistas pelas quatro décadas seguintes. O impulso inicial era claro: tocar mais rápido e mais técnico que a banda que o dispensou. O Megadeth virou, ao lado do próprio Metallica, Slayer e Anthrax, um dos quatro grandes nomes do thrash metal americano.
A carreira teve dois desvios de rota marcantes. Em meados dos anos 1990 o som ficou mais melódico e comercial, recebido com desconfiança por boa parte da base thrash. E em janeiro de 2002 um dano no nervo do braço esquerdo de Mustaine quase acabou com a banda: os médicos disseram que ele nunca mais tocaria guitarra. Ele provou o contrário depois de mais de um ano de fisioterapia e voltou em 2004.
Este ranking usa a nota do MusicBrainz, ponderada pelo número de avaliações, combinada com o número de ouvintes no Last.fm. Abaixo de cada disco, um vídeo oficial de uma faixa representativa.
- #1
Rust in Peace (1990)

Considerado por boa parte da crítica e dos fãs o melhor disco da carreira, gravado com a formação que muitos chamam de clássica: Marty Friedman na guitarra e Nick Menza na bateria, entrando depois de Mustaine praticamente refazer a banda do zero. "Holy Wars... The Punishment Due" fala de conflito religioso inspirada nas guerras dos Bálcãs, que estavam começando naquele momento.
- #2
Countdown To Extinction (1992)

O disco mais vendido do Megadeth, com um som mais direto e acessível que abriu a banda pra rádio sem perder a identidade thrash. "Symphony of Destruction" virou a faixa mais tocada da carreira. A capa, de Hugh Syme, mostra um homem levitando numa cela de prisão, e a contracapa traz o mascote Vic Rattlehead ao lado de um ábaco de caveiras, uma contagem regressiva visual para a extinção que dá nome ao disco.
- #3
Youthanasia (1994)

Continuou a virada pra um som mais melódico começada no disco anterior, decisão que afastou parte da base mais fiel ao thrash. "À Tout Le Monde" gerou controvérsia por décadas, lida por muita gente como uma canção pró-suicídio, o que Mustaine sempre negou, dizendo que a letra é sobre aceitar a própria mortalidade, não sobre desistir da vida.
- #4
Peace Sells But Who's Buying (1986)

O riff de baixo de "Peace Sells" ficou tão famoso que a MTV o usou como tema de abertura do próprio noticiário musical por anos, provavelmente mais gente reconhece esse riff do que sabe de onde ele veio. A capa, com o mascote Vic Rattlehead diante da sede da ONU, resume a postura política que o Megadeth manteria pelas quatro décadas seguintes.
- #5
Cryptic Writings (1997)
Empurrou o Megadeth ainda mais pra dentro do rock de rádio, com "Trust" e "Almost Honest" tocando ao lado de bandas bem distantes do metal. Foi o disco que consolidou a fase mais comercial da banda, a mesma que provocaria a reação mais dura dos fãs old school no álbum seguinte.
3.75 MusicBrainz (11 votos)Ainda não temos esse disco em vinil no catálogo - #6
Endgame (2009)

Reencontro com Chris Broderick na guitarra e Shawn Drover na bateria, considerado pela crítica um retorno sólido à forma depois de uma década de idas e vindas. "Head Crusher" é rápida e agressiva o suficiente pra lembrar Rust in Peace, e o disco em geral é visto como o início de uma fase mais estável pra banda.
- #7
Killing Is My Business... And Business Is Good! (1985)
O disco de estreia foi gravado com pressa e orçamento mínimo, meses depois de Dave Mustaine ser expulso do Metallica. O som é mais cru e desorganizado que qualquer disco seguinte da banda, quase punk em alguns trechos, mas já mostra a velocidade e a raiva que definiriam o Megadeth. Uma versão remixada saiu em 2002 porque Mustaine nunca gostou da mixagem original.
3.50 MusicBrainz (12 votos)Ainda não temos esse disco em vinil no catálogo - #8
The System Has Failed (2004)

Disco do retorno depois do hiato forçado pela lesão no braço de Mustaine, gravado quase sozinho por ele com uma equipe de músicos de sessão, já que a formação anterior do Megadeth tinha se desfeito durante a pausa. "Of Mice and Men" e o resto do disco voltam ao peso e à velocidade que Risk tinha abandonado.
- #9
Th1rt3en (2011)
O nome marca o décimo terceiro álbum de estúdio, e o disco também marcou a volta do baixista original David Ellefson depois de anos afastado da banda por causa de um processo judicial que ele e Mustaine moveram um contra o outro em 2004. "Public Enemy No. 1" foi uma das últimas músicas escritas antes da reconciliação virar oficial.
3.35 MusicBrainz (9 votos)Ainda não temos esse disco em vinil no catálogo - #10
United Abominations (2007)
- #11
Dystopia (2016)

Trouxe o guitarrista Kiko Loureiro, ex-Angra, pra formação, e rendeu ao Megadeth o primeiro Grammy da carreira depois de doze indicações sem vitória: Melhor Performance de Metal, em 2017, pela faixa-título. Na cerimônia, a banda tocou um trecho de "Master of Puppets" do Metallica em vez da própria música, uma piada com décadas de rivalidade entre as duas bandas.
- #12
The World Needs A Hero (2000)

Tentativa de voltar a um som mais pesado depois da reação negativa a Risk, gravado pouco antes do acidente que quase encerrou a carreira de Mustaine. "Moto Psycho" e "Dread and the Fugitive Mind" mostram a banda tentando recuperar a identidade thrash sem abandonar de vez os refrões mais diretos da fase anterior.
- #13
Risk (1999)
O ponto mais baixo da carreira na opinião de quase todo mundo, incluindo o próprio Mustaine, que anos depois chamaria a decisão de investir pesado em rock pop de "erro". "Insomnia" e o resto do disco soam mais próximos de rock alternativo dos anos 1990 que de qualquer coisa que o Megadeth tinha feito antes. A reedição remixada tentou consertar parte do problema, sem sucesso total.
2.90 MusicBrainz (9 votos)Ainda não temos esse disco em vinil no catálogo - #14
Megadeth Limited Zoetrope Vinyl, Megadeth (2026)
- #15
So Far, So Good... So What! (1988)

Inclui um cover de "Anarchy in the UK", dos Sex Pistols, e foi gravado em meio a uso pesado de drogas por parte da banda, o que Mustaine reconheceria décadas depois em entrevistas. A mixagem original desagradou tanto ao próprio grupo que ganhou um remix completo em 2002, quase quinze anos depois do lançamento.
- #16
Super Collider (2013)
- #17
The Sick, The Dying. And The Dead! (2022)



