Os melhores discos do Nirvana
Kurt Cobain e Krist Novoselic formaram o Nirvana em Aberdeen, no estado de Washington, em 1987. A banda trocou de baterista várias vezes até Dave Grohl entrar em 1990, vindo do hardcore Scream. Aaron Burckhard, Dale Crover e Chad Channing passaram pela cadeira antes dele, e é Channing quem toca em Bleach.
A carreira durou pouco mais de seis anos e resultou em três discos de estúdio. Kurt Cobain morreu em 5 de abril de 1994, aos 27 anos, cerca de seis meses depois do lançamento de In Utero, e o Nirvana nunca voltou a gravar. Incesticide, coletânea de raridades e lados B lançada em 1992 pela Geffen, entra neste ranking ao lado dos três álbuns oficiais.
Este ranking usa a nota do MusicBrainz, ponderada pelo número de avaliações, combinada com o número de ouvintes no Last.fm. Abaixo de cada disco, um vídeo oficial de uma faixa representativa.
- #1
Nevermind (1991)

Butch Vig produziu o disco de estreia do Nirvana pela DGC/Geffen, já com Dave Grohl na bateria. "Smells Like Teen Spirit" tirou o Dangerous, de Michael Jackson, do topo da Billboard 200 em janeiro de 1992 e mudou o que MTV e rádio americana tocavam nos anos seguintes. A capa com o bebê Spencer Elden nadando atrás de uma nota de dólar virou uma das imagens mais reconhecíveis do rock; Elden processou a banda décadas depois alegando exploração sexual infantil, e a Justiça americana rejeitou o caso em definitivo em 30 de setembro de 2025.
- #2
In Utero (1993)

Steve Albini gravou o disco em cerca de duas semanas no Pachyderm Studio, em Cannon Falls, Minnesota, buscando o som cru que Kurt Cobain queria como reação à produção polida de Nevermind. A Geffen pressionou por um resultado mais comercial, e a banda cedeu em parte: Scott Litt remixou "Heart-Shaped Box" e "All Apologies" para a versão de rádio, mantendo o resto do disco como Albini tinha entregue. Foi o último álbum de estúdio lançado em vida por Cobain.
- #3
Bleach (1989)

Gravado em pouco mais de 30 horas de estúdio com Jack Endino na produção, orçamento de US$ 606,17 bancado em boa parte por Jason Everman, creditado como segundo guitarrista na capa sem tocar uma nota no disco: ele entrou na banda só depois, para a turnê, e saiu meses adiante. Chad Channing assina a bateria; Dave Grohl ainda não fazia parte do Nirvana. Lançado pela Sub Pop, selo indie de Seattle, é o disco mais cru da banda, mais perto do sludge da cena local do que qualquer coisa que viria depois.
- #4
Incesticide (1992)

Coletânea de raridades, lados B, sessões para a rádio BBC e faixas do primeiro EP, lançada pela Geffen em 1992 para atender a demanda que surgiu depois do sucesso repentino de Nevermind. Kurt Cobain escreveu o encarte, um texto que ataca abertamente os fãs homofóbicos, racistas e machistas que passaram a acompanhar a banda sem entender do que ela tratava. Entra neste ranking ao lado dos três álbuns de estúdio porque reúne faixas como "Sliver" e "Been a Son", parte do repertório essencial do Nirvana mesmo fora da discografia oficial.