Os melhores discos do Radiohead
O Radiohead se formou em Abingdon, na Inglaterra, em 1985, quando os cinco integrantes ainda estudavam na mesma escola. Thom Yorke, os irmãos Jonny e Colin Greenwood, Ed O'Brien e Philip Selway seguem juntos desde então, sem nenhuma troca de formação.
O primeiro sucesso, "Creep", quase virou uma armadilha: a banda passou anos evitando tocá-la e usou os discos seguintes para se afastar do rock de guitarra que a rádio esperava dela. OK Computer, de 1997, e Kid A, de 2000, marcaram essa virada, o segundo trocando boa parte das guitarras por sintetizadores, sopros e programação.
Em 2007 o grupo lançou In Rainbows por conta própria, em um site em que cada pessoa escolhia quanto pagar, inclusive nada, episódio que rendeu mais manchetes do que o próprio disco na época.
Este ranking usa a nota do MusicBrainz, ponderada pelo número de avaliações, combinada com o número de ouvintes no Last.fm e com a procura entre colecionadores do Discogs, medida pela relação entre quem já tem o disco e quem ainda quer. Abaixo de cada disco, um vídeo oficial de uma faixa representativa.
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OK Computer (1997)

Terceiro álbum, lançado em 21 de maio de 1997, gravado em boa parte na mansão St Catherine's Court, de Jane Seymour, com Nigel Godrich na produção. As letras tratam de alienação, consumo e tecnologia, e as músicas fogem do formato de single: "Paranoid Android" passa de seis minutos e muda de seção várias vezes. Aparece com frequência no topo das listas de melhores discos já gravados.
4.55 MusicBrainz (86 votos)4.774.063 ouvintes no Last.fm4.72 Discogs (657 votos)225.443 querem / 279.724 têm no DiscogsVer preço em vinil → - #2
Kid A (2000)

Quarto álbum, lançado em 2 de outubro de 2000 e gravado nas mesmas sessões de Amnesiac. A banda trocou boa parte das guitarras por sintetizadores modulares, ondas Martenot, sopros e edição digital, e não lançou nenhum single convencional nem clipe tradicional para divulgá-lo. Dividiu a crítica na época e passou a encabeçar as listas de melhores da década anos depois.
4.50 MusicBrainz (70 votos)3.010.797 ouvintes no Last.fm113.792 querem / 129.042 têm no DiscogsVer preço em vinil → - #3
In Rainbows (2007)

Sétimo álbum, lançado em 10 de outubro de 2007 sem gravadora, em um site em que cada pessoa escolhia quanto pagar, inclusive nada. A forma de lançamento rendeu mais manchetes que o disco na época, mas o álbum ficou como um dos melhores da banda, com "Nude", "Weird Fishes/Arpeggi" e "Jigsaw Falling into Place".
4.40 MusicBrainz (62 votos)3.943.844 ouvintes no Last.fm4.81 Discogs (1090 votos)96.771 querem / 177.396 têm no DiscogsVer preço em vinil → - #4
The Bends (1994)

Segundo álbum, lançado em março de 1995 com John Leckie na produção. É o disco que tirou o Radiohead do rótulo de banda de um sucesso só, com "Fake Plastic Trees", "High and Dry" e "Street Spirit (Fade Out)". A gravação foi longa e tensa, feita sob pressão da gravadora para repetir o desempenho comercial de "Creep".
4.15 MusicBrainz (65 votos)3.642.472 ouvintes no Last.fm4.61 Discogs (318 votos)Ver preço em vinil → - #5
Amnesiac (2001)

Quinto álbum, lançado em 5 de junho de 2001, feito das mesmas sessões de Kid A mas apresentado como disco próprio, não como sobras. É mais fragmentado que o anterior e passa por jazz, eletrônica e música de câmara, com "Pyramid Song" e "I Might Be Wrong" entre as faixas mais conhecidas. Fecha com "Life in a Glasshouse", gravada ao lado de uma banda de jazz tradicional.
3.90 MusicBrainz (59 votos)1.937.365 ouvintes no Last.fm4.57 Discogs (882 votos)50.624 querem / 80.425 têm no DiscogsVer preço em vinil → - #6
A Moon Shaped Pool (2016)

Nono álbum, lançado em 8 de maio de 2016, com arranjos de cordas e coral escritos por Jonny Greenwood e gravados pela London Contemporary Orchestra. Traz registros finalmente feitos em estúdio de canções que a banda tocava havia anos, entre elas "True Love Waits", de 1995. As faixas aparecem em ordem alfabética.
4.20 MusicBrainz (32 votos)1.157.360 ouvintes no Last.fm4.30 Discogs (484 votos)26.611 querem / 87.854 têm no DiscogsVer preço em vinil → - #7
Hail to the Thief (2003)

Sexto álbum, lançado em 9 de junho de 2003, gravado em duas semanas em Los Angeles com Nigel Godrich, num processo bem mais rápido que o dos discos anteriores. Junta as guitarras que a banda tinha deixado de lado à eletrônica da fase Kid A. O título e boa parte das letras remetem ao clima político do começo dos anos 2000.
3.85 MusicBrainz (53 votos)1.870.210 ouvintes no Last.fm4.57 Discogs (493 votos)44.199 querem / 79.518 têm no DiscogsVer preço em vinil → - #8
Pablo Honey (1993)

Álbum de estreia, lançado em 22 de fevereiro de 1993 pela Parlophone e gravado em poucas semanas com Sean Slade e Paul Q. Kolderie na produção. "Creep" passou despercebida no Reino Unido no primeiro lançamento e só estourou depois de tocar em rádios de Israel e dos Estados Unidos, o que levou a gravadora a relançá-la. O sucesso da canção incomodou tanto a banda que ela sumiu dos shows por anos.
3.25 MusicBrainz (56 votos)3.981.191 ouvintes no Last.fm4.51 Discogs (53 votos)62.229 querem / 81.761 têm no DiscogsVer preço em vinil → - #9
The King of Limbs (2011)

Oitavo álbum, lançado em 18 de fevereiro de 2011, o mais curto da discografia, com oito faixas e pouco menos de quarenta minutos. É construído sobre loops, samples e ritmos quebrados, e o clipe de "Lotus Flower", com Thom Yorke dançando sozinho, virou material de paródia imediata. O nome vem de um carvalho antigo em Wiltshire.
3.65 MusicBrainz (38 votos)1.137.772 ouvintes no Last.fm4.12 Discogs (345 votos)16.637 querem / 59.022 têm no DiscogsVer preço em vinil →