Queercore
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Queercore é um movimento dentro do punk rock que surgiu das margens para dar voz às experiências da comunidade LGBTQ+, combinando atitude hardcore com conteúdo lírico abertamente político e pessoal. Para quem coleciona, o catálogo físico desse movimento reúne desde fanzines prensados em cassete até discos em vinil de bandas que circulavam em redes independentes bem antes de qualquer reconhecimento mainstream. É um recorte da história do punk que ainda tem muito a ser descoberto nas coleções.
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Sobre o estilo Queercore
A origem do movimento está nos meados dos anos 1980, quando G.B. Jones e Bruce LaBruce fundaram o fanzine J.D.s em 1985 e cunharam o termo 'homocore', que depois evoluiu para 'queercore' justamente para abarcar uma identidade mais ampla e diversa. O fanzine publicou naquele mesmo ano um texto chamado 'Don't Be Gay', que atacava tanto a cena hardcore quanto as comunidades gays consideradas excludentes na época. Esse texto foi republicado em 1989 pelo fanzine Maximum RocknRoll e funcionou como estopim para o surgimento de selos e publicações dedicados ao movimento, como a Chainsaw Records e a Outpunk. Em 1990, o J.D.s enviou junto a uma de suas edições uma fita cassete chamada J.D.s Top Ten Homocore Hit Parade Tape, que ajudou a consolidar uma rede de bandas em torno desse som.
O queercore é tratado mais como cena do que como gênero fechado, o que explica a variedade de influências nos discos: punk rock é a base, mas há espaço para elementos de industrial, noise, indie rock, no wave e rock experimental. As letras enfrentam a homofobia e a transfobia tanto dentro do hardcore quanto na sociedade em geral, e o movimento tem proximidade temática com o Riot Grrrl na crítica aos papéis de gênero. Bandas como Team Dresch, God Is My Co-Pilot e Tribe 8 são referências centrais do catálogo. A cena ganhou visibilidade considerável quando o Green Day convidou o Pansy Division para a turnê do Dookie em 1994, expondo o movimento a um público muito maior.
Para o colecionador, garimpar vinil de queercore exige paciência: boa parte das edições saiu por selos pequenos com tiragens limitadas, e relançamentos em vinil de clássicos da cena são sempre acontecimentos para ficar de olho. O Garimpa Vinil rastreia edições físicas ligadas ao estilo na Amazon Brasil, oferecendo um ponto de partida para quem quer montar uma coleção representativa desse recorte tão particular do punk.
