Rockabilly nasceu da mistura de hillbilly, gospel e blues nos anos 40 e 50, quando garotos pobres do sul americano criaram um som que explodia energia e rebeldia. Nunca desapareceu de verdade: sempre teve seus devotos, e desde o final dos anos 70 vive um revival que não parou.
O gênero surgiu quando jovens da região sul dos EUA absorveram as músicas que ouviam em casa e nas comunidades, fusionando influências rurais e blues em algo completamente novo. Elvis, Jerry Lee Lewis e Buddy Holly começaram suas carreiras em bandas rockabilly antes de estourarem no rock and roll comercial. Foi a Sun Records que deu o pontapé inicial, levando o som para o mercado nacional nos anos 50.
Mentras o rock and roll dominava as paradas, o rockabilly virou coisa de nicho fiel durante os anos 60. Mas no final dos 70 e início dos 80 explodiu de novo, criando raízes profundas em uma subcultura que perdura até hoje. Dessa geração surgiram ramificações como neo-rockabilly e psychobilly, todas ligadas à árvore do rock and roll.
O que torna o rockabilly único é a comunidade que o sustenta. Como a indústria nunca investiu de verdade, foram os próprios fãs quem construíram estúdios independentes e organizaram shows por conta própria. Até hoje, muitos shows são organizados por pessoas comuns em seus tempos livres, e alguns reúnem milhares de pessoas. Ir a um show rockabilly é mergulhar em uma cultura completa: roupas vibrantes, carros customizados dos anos 50, um jeito de estar junto que funciona como uma família global.