Alt-country nasceu nos anos 1990 como rejeição ao polido Nashville, mesclando a tradição do country americano com a atitude bruta do punk e rock. Se você curte country mas acha tudo muito produzido e comercial, esse é seu território.
A coisa começou quando músicos decidiram que queriam tocar country sem seguir as regras da indústria dominante. Enquanto a mainstream radio tocava produções brilhantes e pop, esses artistas abraçavam o som lo-fi, letras bleaks e góticas, e uma estética que vinha direto do punk e do rock and roll. Uncle Tupelo soltou No Depression em 1990, e esse álbum é considerado o marco zero do gênero. Depois vieram Whiskeytown, The Old 97's, e Ryan Adams continuou expandindo essas ideias na carreira solo.
Da tradição americana mesmo, a influência vem dos nomes que importam de verdade: Woody Guthrie, Hank Williams, The Carter Family. Mas o country rock de Gram Parsons (que chamava seu som de Cosmic American Music) foi igualmente fundamental para essa fusão. Jason and the Scorchers e Steve Earle também foram importantes nessa transformação.
De meados dos anos 1990 pra frente, a coisa escureceu mais ainda. Saiu do Denver uma onda que chamam de Gothic Americana, com bandas como Denver Gentlemen e 16 Horsepower trazendo algo bem mais sombrio. Hoje os artistas desse lado misturam folk, blues, bluegrass e rockabilly com punk e alternative rock, usando violinos, banjos e harmônicas junto com guitarras elétricas e bateria pesada. A cena é bem criativa, mistura músicos com dançarinas de burlesco e performers circenses, com nomes como Wovenhand, Slim Cessna's Auto Club, William Elliott Whitmore e muitos outros criando um universo bem particular.