Trip-hop nasceu em Bristol no final dos anos 90 como uma fusão de eletrônico, hip-hop e rock que desafia a própria categorização. O termo, cunhado pelo produtor Luke Vibert, virou polêmica entre os próprios artistas que o rejeitavam, mas definiu um som que conquistou colecionadores em todo o mundo.
O trip-hop é fundamentalmente uma dança eletrônica em andamento lento, mas diferente de outros gêneros eletrônicos por manter uma sonoridade orgânica que não privilegia sintetizadores. Vocais e batidas conduzem a música enquanto guitarras aparecem com moderação, criando uma atmosfera que flerta com o rock alternativo sem ser exatamente isso. Bandas como Portishead, Massive Attack e Tricky definiram o som logo de saída, mesmo que resistissem ao rótulo que a mídia aplicava.
O sucesso do álbum Dummy do Portishead no meio dos anos 90 abriu as comportas para toda uma geração de imitadores e renovadores. Alguns seguiram a fórmula de elementos cabaret noir do Portishead, enquanto outros como Morcheeba e Hooverphonic trilharam caminhos mais pop. O que distingue o trip-hop genuíno é sua amplitude de influências: dub, techno, acid jazz, indie rock, goth e até dream pop se misturam dependendo da banda. Muitos artistas de labels como Ninja Tune frequentemente ganham a tag de trip-hop mesmo tendo raízes em hip-hop instrumental, IDM ou downtempo, gerando sobreposição constante entre esses rótulos. A confusão com estilos vizinhos como downtempo puro e acid jazz é comum, mas o trip-hop mantém uma tensão e escuridão que o diferencia dessas categorias.