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Garimpa

Breakcore

9 discos de vinil encontrados

Breakcore é um dos estilos mais difíceis de encaixar numa prateleira, e é exatamente isso que atrai quem coleciona. Nascido do cruzamento entre industrial, jungle, hardcore techno e IDM, o gênero se define mais por atitude do que por fórmula, como um punk da música eletrônica. Quem procura vinil nessa área entra num universo de selos independentes radicais, tiragens pequenas e produções que raramente aparecem no mainstream.

Discos de Breakcore em vinil

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Sobre o estilo Breakcore

O breakcore começou a tomar forma nos anos 1990 como uma resposta ao cansaço com as formas mais convencionais do techno e da música rave. A necessidade de BPMs mais altos e de um som mais agressivo e antiautoritário empurrou produtores de Londres, Berlim e Newcastle, na Austrália, para territórios cada vez mais extremos. Nomes como Alec Empire, DJ Scud, Panacea e Nasenbluten estão entre os primeiros a moldar esse caminho, misturando industrial hardcore, jungle e drum and bass numa espécie de alquimia sonora que, nas palavras do produtor Christoph Fringeli, consistia em "pilhar a cultura rave e afiá-la, radicalizá-la e intensificá-la".

Três selos foram centrais para consolidar o gênero no vinil. A Ambush Records, de Londres, cofundada por DJ Scud, apostou num drum and bass extremo orientado ao ruído. A Bloody Fist Records, de Newcastle, lançou material de hardcore, gabber e noise com uma postura abertamente contrária à cultura de massa. Já a Digital Hardcore Recordings, criada em 1994, reuniu Alec Empire, Atari Teenage Riot e EC8OR, entre outros, e é a etiqueta mais conhecida fora do circuito underground. O álbum The Destroyer, de Alec Empire, costuma ser citado como o primeiro disco de breakcore propriamente dito. Com o tempo, selos como Peace Off, na França, Sonic Belligeranza, na Itália, e Planet µ, em Londres, ampliaram ainda mais o vocabulário do gênero, incorporando elementos de IDM e mash-up.

Parte do fascínio do breakcore para colecionadores está justamente na fragmentação do gênero: sem um centro geográfico fixo, o estilo se espalhrou em grupos dispersos ao redor do mundo, com lançamentos físicos muitas vezes raros e edições que não se repetem. O amen break, aquela batida clássica do soul dos anos 1960 que se tornou a espinha dorsal do jungle e do drum and bass, aparece aqui picotado, distorcido e quase irreconhecível, funcionando como uma espécie de marca registrada do estilo.