Freak Folk
21 discos de vinil encontrados
Freak folk é um dos gêneros mais particulares que emergiram da cena New Weird America no começo dos anos 2000, misturando folk psicodélico dos anos 60 com vocais idiossincrásicos, instrumentação acústica e uma estética que vai do lo-fi mais cru até produções bem elaboradas. Para quem coleciona, o gênero representa um recorte precioso de artistas que raramente aparecem em grandes tiragens, com edições que valem a caça.
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Sobre o estilo Freak Folk
O gênero tem raízes fincadas nos anos 60, especialmente na obra de Vashti Bunyan, chamada de madrinha do freak folk, e em nomes como Nick Drake, Linda Perhacs, The Incredible String Band e Tyrannosaurus Rex. A técnica de fingerpicking de John Fahey e Bert Jansch, a voz de Karen Dalton e até influências de músicos não-ocidentais como Ali Akbar Khan e Ali Farka Touré também entram nessa mistura. Nos anos 90, bandas da órbita do New Weird America, como Six Organs of Admittance, começaram a resgatar esses elementos antes de o gênero ganhar projeção maior.
O estalo aconteceu em 2004, quando discos como Rejoicing in the Hands e Sung Tongs chegaram às prateleiras junto com a compilação The Golden Apples of the Sun, curada por Devendra Banhart. Esse conjunto de lançamentos colocou o freak folk no mapa de forma definitiva, com vozes tão distintas quanto o canto quase infantil de Joanna Newsom, o warble melancólico de Banhart e as harmonias densas do Animal Collective. O termo em si sempre foi visto com desconfiança pelos próprios artistas, que em geral rejeitavam o rótulo. Muitos migraram para outros territórios sonoros após essa fase inicial, embora CocoRosie tenha seguido lançando discos dentro do estilo pelos anos 2010 afora.
O gênero também teve seus equivalentes fora dos Estados Unidos, com o movimento New Weird Finland reunindo artistas como Islaja e Lau Nau numa vertente mais próxima do free folk e avant-folk. Para colecionadores, garimpar freak folk significa lidar com edições de tiragem limitada, relançamentos tardios de clássicos dos anos 60 que alimentaram o gênero e uma discografia espalhada por selos independentes de difícil acesso.



















