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Garimpa

Glitch Hop

15 discos de vinil encontrados

Glitch hop é um dos estilos mais instigantes para colecionar em vinil justamente por sua natureza híbrida: beats de hip hop instrumental moldados por uma estética eletrônica que valoriza o erro, o corte e a textura mecânica do som. Quem garimpou discos de artistas como Prefuse 73 ou Dabrye no começo dos anos 2000 já sabe que boa parte desse catálogo envelheceu muito bem nas prateleiras.

Discos de Glitch Hop em vinil

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Sobre o estilo Glitch Hop

As raízes do glitch hop estão no final dos anos 1990, quando produtores ligados ao IDM, como Autechre e Funkstörung, começaram a trabalhar com percussões metálicas, sons mecânicos e uma certa inacessibilidade intencional que diferenciava esse material do mainstream eletrônico da época. No começo dos anos 2000, uma leva de produtores como Kid606, Push Button Objects, Prefuse 73 e Dabrye foi quem efetivamente costurou essa herança IDM ao hip hop instrumental, incorporando ao beatmaking técnicas de recorte, repetição, chopping e bit-crush de samples. Daí veio o nome do gênero, embora ele guarde pouca relação direta com o subgênero Glitch propriamente dito.

Um ponto de virada importante aconteceu em 2006 com a criação da noite Low End Theory em Los Angeles pelo produtor Daddy Kev, que também comandava o selo Alpha Pup Records. O espaço reuniu um coletivo de produtores que incluía Flying Lotus e seu selo Brainfeeder, Nosaj Thing, The Gaslamp Killer e Shlohmo, todos trabalhando numa zona de cruzamento entre a abordagem desconstruída de J Dilla, o glitch hop de produtores como edIT e Daedelus, e influências do dubstep mais experimental e do jazz. Esse caldeirão da cena de beats de Los Angeles seria determinante para definir o que ficou conhecido como som Wonky.

O gênero seguiu se ramificando no final dos anos 2000: de um lado, uma vertente mais voltada à pista de dança, o Glitch Hop EDM, que absorveu a estética do brostep e do electro house e se tornou um gênero midtempo praticamente autônomo; de outro, produtores ligados a selos como o Leaving Records exploraram a fronteira com o sound collage, construindo texturas lo-fi e fragmentadas bem distantes do dancefloor. Para quem coleciona, esse histórico de ramificações significa um catálogo físico bastante variado, com edições em vinil espalhadas por selos independentes que merecem atenção.