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Garimpa

Glitch Pop

19 discos de vinil encontrados

Glitch pop é um dos cantos mais interessantes da música eletrônica independente: surgiu lá pelo começo dos anos 2000 cruzando estruturas de canção pop e vocais ao vivo com as texturas quebradas do IDM, técnicas de edição glitch e síntese bitpop. Para quem coleciona vinil, é um estilo que exige garimpo real, já que boa parte do catálogo viveu em netlabels e edições físicas limitadas.

Discos de Glitch Pop em vinil

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Sobre o estilo Glitch Pop

O estilo nasceu de uma tensão produtiva entre o mundo indie e o eletrônico mais experimental. Enquanto Radiohead testava as fronteiras no Kid A e no Amnesiac, artistas como Max Tundra, múm e Sweet Trip construíam algo parecido porém mais voltado para o faça-você-mesmo, usando eletrônicos de consumo para criar percussões irregulares e designs de som que escapavam de qualquer categoria limpa. A influência do trabalho de Oval com edição glitch e do IDM mais cerebral era clara, mas o resultado tinha melodia, tinha voz, tinha a sensação de uma música pop que passou por um processador com defeito e ficou melhor assim.

Durante os anos 2000, o glitch pop encontrou seus lares institucionais no selo alemão Morr Music e no americano Carpark Records, além de uma rede vibrante de netlabels como En:peg Digital e The tonAtom. O Dntel, um dos pioneiros do som, levou elementos do estilo para o mainstream indie através do The Postal Service, enquanto The Books chegavam à cena com uma abordagem mais experimental antes de se tornarem mais acessíveis. A virada da década trouxe um novo fôlego: Sweet Trip ganhou geração inteira de fãs retrospectivos, e produtores como Baths injetaram influências do wonky e do glitch hop na receita.

Nos anos 2010 o estilo se entrelaçou com o pós-dubstep e o R&B alternativo, e a XL Recordings, junto com sua sublabel Young, tornou-se um polo desse cruzamento, reunindo Radiohead, The xx, FKA twigs e Arca, que antes da fase mais radical assinou glitch pop mais direto como Nuuro. Mesmo com essas mutações, artistas como Devi McCallion e Katie Dey seguem cultivando um som mais próximo das raízes indietrônicas do gênero, tanto em colaborações quanto em trabalhos solos.